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BURNOUT: A síndrome do esgotamento profissional

Para você todo dia é um dia ruim? Cuidar da sua vida profissional ou da casa parece um grande desperdício de energia? Você sente que nada do que você faz é valorizado ou apreciado? Se a sua resposta for sim para algumas dessas questões, você pode estar sofrendo de burnout, se a resposta for não, esses são apenas alguns de uma vasta quantidade de sintomas.

A síndrome de Burnout, ou síndrome do esgotamento profissional é um distúrbio psíquico que tem como principais características um estado de tensão emocional e estresse crônico desencadeado por condições de trabalho desgastantes nos âmbitos físicos, emocionais e psicológicos.

Aliás, a principal causa da doença é justamente o excesso de trabalho, que o torna comum em profissionais que atuam constantemente sob pressão e carregam consigo responsabilidades constantes como médicos, jornalistas , policiais, dentre outros.

Segundo Segundo dados do ISMA-BR (International Stress Management Association), a síndrome acomete 32% da população que tem sintomas de estresse. Podendo resultar em estado de depressão profunda, o quadro necessita de apoio profissional a partir dos primeiros sintomas.
A síndrome de Burnout é mais comum em pessoas exigentes, entusiasmadas com o trabalho, sem medo de aceitar novas responsabilidades. No entanto, ela não acontece do dia para a noite. Pode levar anos para a pessoa desenvolver e atingir o pico de estresse.

Sintomas

No âmbito dos sintomas físicos estão queda de cabelo, cansaço e esgotamento, imunidade diminuída, dores de cabeça e musculares frequentes e alteração no apetite e no ciclo do sono. Já no âmbito emocional o sentimento de fracasso e as dúvidas sobre o desempenho permeiam todo o processo da síndrome, bem como sentir-se indefeso, preso e derrotado.

Quem sofre de burnout também tende ao isolamento e ao desapego, sentindo-se sozinho no mundo. Perda de motivação, diminuição da satisfação e do sentimento de realização e uma perspectiva mais cínica, sarcástica e negativa também fazem parte no quadro emocional da doença.
Já os sintomas comportamentais são retirada de responsabilidades e procrastinação, bem como abuso de álcool ou drogas, ignorar responsabilidades como faltar no trabalho e atirar as próprias frustrações sobre os outros;

Por que as mulheres sofrem mais com a síndrome?

Atualmente, a mulher tem conquistado seu lugar no mercado de trabalho, no entanto muito pouco tem sido feito com relação aos desafios que as mulheres enfrentam ao assumir tais responsabilidades. Isso porque diferente dos homens, a mulher acumula funções em uma jornada dupla, cuidando da casa, ou tripla, cuidando da casa e dos filhos do casal.

É justamente nesse acúmulo de funções e na pressão familiar que o esgotamento vem em maior velocidade para as mulheres. Isso por que não é socialmente aceito que uma mulher ao decidir trabalhar, tenha a carreira como prioridade mesmo que essa venha com todas as preocupações do cargo, que por si só já são suficientes para causar o esgotamento.

O esperado é que a convivência familiar, educação dos filhos e cuidado com a casa estejam em primeiro lugar enquanto os sonhos e metas particulares dessa mulher vão para escanteio. Além disso, a sociedade não aceita falhas na rotina.

Outra constatação é a falta de tempo para si mesma que a mulher enfrenta em uma jornada estendida de trabalho. Não é humanamente possível que se cuide sozinha do emprego, da casa, e as vezes, dos filhos e ainda ter tempo para o autocuidado e realização. Vai sempre faltar tempo o disposição para aquela aula de yoga, ou aquele curso que vai te levar mais a frente do trabalho.

Aqui no Due esperamos sempre que nossos coworkres cuidem da saúde mental e nos preocupamos em oferecer espaços confortáveis para relaxar durante a rotina de trabalho.

Por Isabela Landim

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