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Os desafios da mulher empreendedora

O ato de empreender por si só vem carregado de constantes desafios. Entre eles está conquistar seu nicho, fazer bons negócios e se manter relevante no mercado. No entanto, uma parcela significante da população, além desses desafios, encontra sua própria série de batalhas injustas. 

Como se não bastassem as burocracias, as mulheres também enfrentam maior dificuldade de apoio financeiro e familiar, duplas ou triplas  jornadas, sexismo e desestímulo por parte da própria sociedade.

Tanto no Brasil como no restante do mundo, as mulheres  passaram a empreender mais. Hoje 30% dos negócios privados do mundo inteiro são operados ou foram idealizados por mulheres. No entanto apenas uma pequena parcela destes empreendimentos podem ser considerados de alto impacto.

Sexismo

Talvez essa seja uma das grandes razões pela qual a mulher encontra tanta dificuldade na hora de empreender. O sexismo parte da  discriminação por gênero é um fator determinante na caminhada da mulher desde a contratação até a hora de abrir o próprio negócio

Para se ter uma ideia, as mulheres brasileiras estão em maioria na população. Elas tem mais acesso educação formal e ocupam 44% das vagas de emprego registradas no país. Porém, se compararmos os números de pessoas desempregadas, (OST 2018) existem 29% a  mais de mulheres do que homens. Em posições de liderança no país, de 2016 para 2017 houve um aumento de 11%, mas elas ainda representam apenas 2,8% dos cargos mais altos.

Falta de auxílio financeiro

Isso nos leva a um dado ainda mais interessante. Segundo dados do Sebrae o nível de inadimplência das mulheres é 3,7%, o que é 0,5% mais baixo que o de homens. O número pode parecer pequeno mas deveria influenciar positivamente o acesso a crédito por parte das mulheres. No entanto, isso não é o que acontece. Além de enfrentar maiores dificuldades, a mulher empreendedora pode pagar juros cerca de 3,5% maiores que os dos homens.

Apoio Familiar

Dentre as questões que envolvem o machismo na vida da mulher empreendedora, a falta de apoio familiar é a mais estarrecedora. A questão está na ideia de que o lugar da mulher é cuidando dos afazeres da casa e da carreira do marido. Este, por sua vez, fornecerá os meios para que a sua cuidadora viva uma vida confortável e sem preocupações. Essa ideia, por si só retira a liberdade da mulher. Não obstante, cria um mito de incapacidade e fragilidade na ideia da mulher que procura sua independência. Consequentemente, não há quem vá apoiar uma figura que pareça tão incapaz, não pelos seus próprios méritos mas pelo próprio machismo institucional.

Jornada Dupla

Fruto da falta de apoio familiar aliada a necessidade de liberdade, a mulher é obrigada a assumir uma posição um tanto desconfortável em troca do seu futuro. A fim de conquistar sua liberdade, após a sua jornada de trabalho no escritório, a mulher está submetida a sua segunda jornada de trabalho. Essa, sem remuneração, envolve limpar a casa, fazer comida e passar a roupa de seus maridos. Cuidar dos filhos também é uma atribuição majoritária da mulher.

Com tantos afazeres após uma jornada de trabalho que por si só já é cansativa é difícil. Mais difícil ainda é encontrar tempo para descanso, autocuidado e auto investimentos. Então a mulher empreendedora está sempre exausta e pressionada. Exposta a uma situação que sempre acarreta em doenças e mal estar, e pode levar ao burnout.

O DUE é um espaço que se propõe a zelar pela igualdade, e a trazer discussões para que questões como essa sejam resolvidas. Também é um espaço de trabalho onde homens e mulheres convivem harmoniosamente e onde as boas ideias, independente do gênero, são as matrizes para os negócios de sucesso.

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